Consumo consciente: um dever (urgente) de todos

Que todos somos consumidores, isto é fato! A grande questão que tem incomodado o mundo inteiro é: diante da situação pela qual passa o planeta, que tipo de consumidores temos sido? No mês em que celebramos o Dia do Consumo Consciente, comemorado em 15 de outubro, mas que deveria ser lembrado o ano inteiro, a reflexão se torna ainda mais latente. Afinal, é urgente que todos nos transformemos em consumidores conscientes!

 

O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo segundo, classifica o consumidor como sendo “toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.” E compramos uma infinidade de coisas e objetos, desde um copo plástico ou um canudo descartável até roupas e acessórios. O que fazemos com tudo isso? Jogamos fora? Reaproveitamos? Reciclamos?

 

Para além do consumo rotineiro, existe o excessivo. Algumas pessoas que não são apenas consumidoras, mas consumistas. Isto significa que adquirem produtos e serviços em excesso ou sem qualquer necessidade imediata e que, mesmo indiretamente, acabam num mau uso dos recursos naturais contribuindo para aumentar a emissão de poluentes e a geração de resíduos. Qual a solução? Devemos, então, parar de consumir? Impossível!

 

Diante disso, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) instituiu o dia 15 de outubro como Dia do Consumidor Consciente, uma forma de conscientizar as pessoas para uma nova realidade de consumo, educando-as a fim de garantir sustentabilidade do planeta.

 

Assim, o grande intuito do ministério é “despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivos”.

 

O consumo sustentável é uma escolha! E uma escolha que se faz diariamente. Aqui em Londrina já há uma cafeteria que substituiu os canudos de plástico por de metal, diminuindo o custo e a geração de resíduos. Mas, vai além disso. Somos nós que decidimos o que, como e quando consumir. A orientação do ministério é que optemos por produtos cuja origem assegura a dignidade dos trabalhadores, que utilizem o menos possível de recursos naturais, que contribuam com a reciclagem, que incentive a educação do consumo de forma responsável e demos preferência a itens com grande vida útil.

 

Enquanto não estamos totalmente conscientes, iniciativas como a da Câmara de Londrina, que recentemente aprovou o Projeto de Lei 97/2018 proibindo que hotéis, restaurantes, bares, padarias, entre outros estabelecimentos comerciais da cidade forneçam canudos em plástico, é um exemplo a ser seguido. Muito embora não seríamos obrigados a agir corretamente se, antes disso, tivéssemos consciência das nossas atitudes.

 

Por isso, consumir de forma consciente é responsabilidade de todos, o que deve ser feito diariamente: evitar desperdício de água; racionalizar o uso da energia elétrica e dos alimentos; separar o que reciclável e reutilizável (praticar a coleta seletiva); optar pelos bens duráveis em vez dos descartáveis, entre muitas outras. Tais medidas contribuem para melhorar a vida do planeta e, consequentemente, de cada um de nós.

 

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